Equilíbrio Financeiro
Estima-se que há mais de 2.350 versículos na Bíblia sobre dinheiro e posses. Compare: há 500 versículos sobre oração, menos de 500 sobre fé, das 38 parábolas de Jesus 16 tratam a respeito de finanças;
Ao longo da história da humanidade, a irresponsabilidade com relação ao uso do dinheiro, aliada à ganância, cobiça, imprudência e insensatez, tem sido a causa do caos financeiro da família.
A falta da visão correta de Deus como Aquele que sustenta e provê todas as coisas, assim como a inexistência de alvos definidos e tangíveis à família no âmbito das finanças, sem falar das concessões diante das tentações financeiras promovidas em especial pela mídia, são razões de desgraças generalizadas. Sem duvidas devemos tratar a vida financeira com muita resiliência e disciplina. Mas quero aqui expor algumas coisas que devemos saber sobre o dinheiro:
A quem pertence “meu” dinheiro?
O autor de Provérbios descreve Deus, na Sua Sabedoria, como o doador de tudo quanto temos: “Tenho riquezas e honras, prosperidade, justiça... Eu ando no caminho da honestidade e sigo os passos da justiça, dando riqueza aos que me amam e enchendo as suas casas de tesouros” (Pv 8.18-21 NTLH).
O que a bíblia nos ensina é o princípio de mordomia cristã, onde somos administradores das coisas que Deus nos dá.
Talvez nenhuma outra passagem bíblica seja mais contundente em responder a essa questão do que 1Crônicas 29.10-14.
Ignorar essa verdade é insensatez, um verdadeiro desafio à soberania de Deus.
Jó também disse:
“Jamais confiei no ouro; ele nunca foi a base da minha segurança. Nunca me orgulhei de ter muitas riquezas, nem de ganhar muito dinheiro” (Jó 31.24-25 NTLH).
Uma vez que entendemos que tudo é Deus passamos a usar bens, a nós emprestados, de maneira diferente.
Quero também considerar que existem alguns ensinamentos, inclusive no meio da igreja que não são bíblicos e distorcem a verdade como por exemplo:
O dinheiro é visto como sinal da bênção de Deus na vida de alguém, e consequentemente, a falta dele é sinal de que Deus não está satisfeito com a pessoa.
O dinheiro é visto como neutro e despersonalizado. Se você não tomar as rédeas ele fara de você um escravo.
Se o dinheiro é quem determina o que fazemos ou deixamos de fazer, então é ele quem manda. Mas se Deus orienta nossa maneira de investir nossas finanças, então é Ele quem está com o controle nas mãos.
O dinheiro não merece o nosso respeito. Merece ser subjugado no poder do Espírito. E uma vez derrotado, então, poderá ser usado sem que sirvamos a ele.
É muito comum ouvir de alguns: quando eu comprar aquele carro serei feliz, ou aquela casa, ou aquela viagem. Quando na verdade devemos ser felizes com o que temos, o conceito disse e contentamento.
Fundamento bíblico sobre necessidades:
1Timóteo 6.6-8
"De fato, grande fonte de lucro é a piedade com o contentamento. Porque nada temos trazido para o mundo, nem coisa alguma podemos levar dele. Tendo sustento e com que nos vestir, estejamos contentes."
Já atuo na área financeira a mais de 10 anos, e posso dizer a você, se fizer uso dos passos a abaixo poderá organizar sua vida e se livrar das algemas das dívidas, vamos lá?
Passo 1 – Dia do Orçamento:
Lucas 14:28
“Pois qual de vós, querendo edificar uma torre, não se assenta primeiro a fazer as contas dos gastos, para ver se tem com que a acabar?”
Reserve um dia no mês para organizar a sua vida financeira, fale sobre dinheiro com sua esposa, com seus filhos, deixem que participem assim fica mais fácil o entendimento de todos. Monte uma planilha ou use aplicativos com despesas fixas, dívidas, pagamentos, gastos eventuais. Insira também todas as suas receitas, tais como salário, recebimento de aluguéis, ganhos eventuais etc. Monte seu orçamento mensal, adequando os gastos às receitas. O ideal é que sempre haja sobra de 20% a 40%.
Passo 2 – Defina Prioridades:
Caso o orçamento esteja em desequilíbrio – gastos maiores que as receitas – o caminho é reduzir imediatamente as despesas. Defina prioridades e elimine o que não é essencial. Esse período de ajuste requer disciplina. Lembre-se que ele é necessário, porém transitório. Idas ao restaurante, passeios, viagens ou compras supérfluas podem esperar até que o equilíbrio financeiro seja retomado. (Isaías 55:2)
Antes de comprar se pergunte:
EU POSSO?
EU QUERO?
EU PRECISO?
Como vou pagar?
Passo 3 – Aprenda a usar o dinheiro, domine-o!
Não se pode servir dois senhores (MT 6:24), a única entidade de Jesus chama de senhor é o dinheiro, isso nos leva a penar que ele é um agente ativo;
A maioria das pessoas se preocupa em aprender como ganhar dinheiro, mas não como usá-lo. Leia, estude, busque informação sobre finanças. Há diversos livros, revistas, jornais e sites que traduzem o “economês” para a linguagem do dia-a-dia. Busque ajuda de um especialista.
Passo 4 – Estabeleça objetivos e cumpra:
Determine um valor, um prazo e um objetivo financeiro a ser atingido. Organize-se de forma a criar as condições para que a meta seja cumprida. Analise seu orçamento e veja como reorganizá-lo de forma a adquirir o objetivo no prazo estabelecido. (Eclesiastes 5: 4-5)
Passo 5 – Fuja do crédito fácil e caro:
Linhas de crédito como a do cheque especial e a dos cartões representam graves ameaças para qualquer planejamento financeiro. As taxas de juros são maiores e a pessoa é seduzida pela facilidade em contrair a dívida. Lembre-se que dinheiro fácil custa muito mais caro.
Passo 6 – Evite Dívidas:
Sempre que possível, opte por compras à vista. Controle a ânsia de consumo, junte recursos e adquira o produto ou serviço pagando de uma só vez. Isso aumenta o poder de barganha na hora da compra, permitindo descontos e outras vantagens (brindes, pontos extras em programas de fidelização etc). Use o financiamento apenas para situações específicas, como a compra de um imóvel.
Dica de ouro: “não tenha medo de pedir ajuda!!!”
Passo 7 – Poupar sempre!
Não há organização das finanças pessoais sem poupança. É a reserva de capital que permite que a pessoa enfrente situações emergenciais ou crises sazonais. Encare como compromisso a tarefa de guardar de 20% a 40% de sua receita mensal. (PV 30:25)
Passo 8 – Aprenda a Investir:
A partir de um determinado nível de organização das finanças, a pessoa dispõe de recursos para investimento. As contas estão em dia, não há dívidas pendentes e a meta de gastar menos do que ganha virou lei. Chegou a hora de fazer o dinheiro trabalhar para você. Busque investimentos de acordo com o seu perfil. Para isso, solicite a ajuda, conte com o auxílio empresas especializadas em prestar esse tipo de assessoria ou se capacite para assumir a tarefa de cuidar dos próprios investimentos.
Passo 9 – Use a portabilidade:
Quem tem contrato de financiamento ou empréstimo pode aproveitar as vantagens da portabilidade. Com ela, o devedor tem sua dívida “comprada” por outra instituição financeira, que lhe oferece condições de pagamento mais favoráveis. A pessoa troca a dívida cara por uma mais barata.
Passo 10 – Disciplina antes de tudo:
Nenhuma das dicas anteriores funcionará, se a pessoa não tiver disciplina para organizar as suas finanças. Seguir o planejamento traçado é fundamental. As tentações do consumo surgem a todo instante e é preciso se manter permanentemente focado no objetivo financeiro.
“Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores.” 1 Timóteo 6:10
Que Deus esteja sempre em primeiro lugar em todos os seus planos!
Em Cristo,
Rodrigo Alves Rocha